Com estética única, essa mistura moldável vai além do uso em lajes, vigas e pilares! Confira

Por Dan Brunini ///arquiteturaeconstrucao.abril.com.br

Nestes projetos, o cimento assume vários aspectos e leva suas texturas e tons para escadas, paredes e pisos. Veja na galeria abaixo:

01 /// Embora costumem ficar ocultas sob a camada de reboco e tinta, as placas cimentícias viraram o destaque do ambiente projetado pelo escritório Debaixo do Bloco Arquitetura. Em vez de fechar estruturas metálicas ou vedar shafts, suas funções convencionais, as chapas de 60 x 120 cm ganharam status de revestimento, imprimindo aparência rústica à parede. “Materiais comuns podem render um visual interessante”, defende o arquiteto Clay Rodrigues, um dos autores. (Joana França/Divulgação)
02 /// Com metragem reduzida, o apartamento ganhou um piso único, com aparência rústica e sem rejunte, em toda a área social, contribuindo para a sensação de continuidade e amplitude. O cimento queimado, eleito pela designer de interiores Marina Linhares, caiu nas graças dos moradores, que adoram o estilo industrial dos lofts americanos e londrinos. “Mas é preciso se acostumar com as fissuras, que acabam acontecendo com o tempo devido a ausência de juntas”, explica Marina. (Ana Mello/Divulgação)
03 /// Pode parecer contraditório, mas a dupla Bruno Carvalho e Camila Avelar, do escritório BC Arquitetos, concebeu esta casa com uma arquitetura absolutamente leve usando o concreto. Os degraus de alvenaria armada são sustentados por uma viga metálica e, para realçar o paredão do living, encomendou-se uma pintura especial ao artista francês StephaneJavelle. Já o piso e a prateleira que dá continuidade a um dos degraus são de limestone – tudo banhado com a luz natural proveniente da claraboia. (Denilson machado / MCA Estúdio/Divulgação)
04 /// Cinza, nada! É o vermelho que dá cor ao piso de cimento queimado na sala desta casa no interior paulista. Feito com mão de obra local, o contrapiso bem executado recebeu a argamassa e, por fim, uma mistura de cimento com Pó Xadrez (LanXess) nas versões vermelho, marrom e preto. “Depois da cura, bastou encerar o chão para deixá-lo com brilho”, explica o arquiteto Eduardo Ferroni, do escritório Hereñu + Ferroni Arquitetos, responsável pela obra. Para evitar trincas, o revestimento conta com juntas de dilatação. (Pedro Napolitano/Divulgação)
05 /// Concreto, azulejo e outros elementos que fizeram história na arquitetura brasileira ajudaram a dar forma à casa projetada pelo arquiteto Luiz Paulo Andrade. Do lado externo, réguas de concreto feitas na obra com pranchas de madeira desenham as paredes, lixadas para ganhar aspecto manchado. “Uma camada de óleo hidrofugante serviu para selar a superfície e protegê-la da água”, explica o profissional. A mesma matéria-prima em placas cimentícias retangulares demarca o caminho sobre os pedriscos. (Sidney Doll/Divulgação)
06 /// Esse estilo foi o ponto de partida para o projeto do escritório Tria Arquitetura, que evidenciou a beleza do concreto depois de removidas a massa e a pintura das paredes. “Gostamos do material em seu estado original, sem intervenções nem maquiagens”, afirma a arquiteta Sarah Bonanno. A fim de quebrar a frieza do cinza, ela e a sócia Marina Cardoso de Almeida entraram com o piso de madeira em prol de aconchego. A resina Acquella (Vedacit) selou o cimento, afastando a umidade sem alterar a aparência da superfície. (Júlia Ribeiro/Divulgação)

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